MENU 

Em ação humanitária, ABAN recebe imigrantes na Casa Benjamin

Neste sábado (14), às 19h, a ABAN - Associação dos Amigos dá início a mais um projeto: a acolhida de imigrantes, de várias nacionalidades, que encontram refúgio no Brasil em função da situação de vulnerabilidade em seus países de origem ou onde viviam. Os primeiros a chegar são venezuelanos e portugueses que tiveram que abandonar a Venezuela em função da grave crise econômica daquele país, e que estavam em Boa Vista, Roraima. Através de parceria com a Pastoral Universitária - Serviços de Cooperação, de Roraima; com a Universidade Federal de Roraima; e com a Polícia Federal, a ABAN recebe neste sábado os seis primeiros imigrantes. Em todos os casos o Conare (Comitê Nacional para os Refugiados, do Ministérios das Relações Exteriores) entendeu que deveria ser reconhecida a condição de refugiados, pela sua situação de vulnerabilidade social.

 

A ABAN acolherá os imigrantes na Casa Benjamin, no bairro Dom Bosco, que atualmente é dividida em dois projetos: a acolhida de imigrantes e a hospedagem de pessoas e familiares que fazem tratamento de câncer. Na Casa Benjamin os venezuelanos e portugueses permanecerão enquanto buscam oportunidade de trabalho, além de integração social e cultural, no novo país em que passam a residir. A participação da ABAN nessa ação deu-se graças a sua presença na REPAM - Rede Eclesial Panamazônica, parceria de entidades como o Conselho Episcopal Latino-Americano, a Rede Cáritas e Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). A REPAM articula ações integradas em defesa da vida dos povos da Pan-Amazônia e de seu bioma, e está presente no Brasil, Colômbia, Peru, Venezuela, Equador, Bolívia, Guianas e Suriname.

 

Os imigrantes serão apresentados à imprensa nos próximos dias. A informação de que a ABAN dispõe, por enquanto, é que esse grupo é formado por: Federico Lopez, Maria Angelica e o filho do casal, Frederich, de 3 anos. Federico possui formação em Veterinária e a família está há quatro meses em Roraima. João Cecílio e Sérgio Maurício são irmãos, portugueses da ilha da Madeira, viveram alguns anos na Venezuela, de onde entraram no Brasil, sem condições ou interesse de retornar a Portugal. Aqui, não podiam pedir residência, mas conseguiram o refúgio. E Alberto Navarro, que tem formação em Produção Industrial, já há um ano no Brasil, mas, em Roraima, sem condições de encontrar trabalho.

 

Segundo o presidente da ABAN, Renato Lopes, receber esses imigrantes é em primeiro lugar uma missão básica da entidade, pois os imigrantes neste momento são a grande marca da desumanidade, ou seja, daquelas pessoas que estão sendo expostas a situações absurdamente desumanas e qualquer um que se queira dizer humano, solidário, precisa estar sensível a essa causa. Ele destaca: “Para nós da ABAN receber os imigrantes é uma missão básica, que, se nós não o fizéssemos, não nos poderíamos intitular de uma entidade beneficente. Fazer o bem passa, neste momento, por fazer algo diante dessa situação absurda que está acontecendo no mundo. A ABAN convida a todos os juiz-foranos a refletir o que podem fazer também para minimizar esse sofrimento”.