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Fábrica de empreendedoras: Incubadora de Negócios da Aban inicia as atividades.


Conhecido no mundo dos negócios de inovação, o conceito de "incubadora de negócios" diz respeito a um ambiente planejado e protegido, criado para desenvolver projetos e empreendimentos.

Começar um negócio, especialmente no Brasil não é fácil. Fazê-lo prosperar, então, é algo ainda mais desafiador. Esse cenário ganha obstáculos ainda mais concretos quando falamos de uma população de baixa renda e baixa escolaridade. Ainda assim, a vontade de empreender é real e cada vez mais viva para muitos brasileiros.

Após uma pesquisa no Dom Bosco, a Aban identificou que a maioria dos moradores do bairro querem empreender. Em função disso, a instituição fortaleceu o projeto Empregabilidade - dando foco na criação de pequenas empresas - e durante todo o ano, as participantes passaram por treinamentos sobre gestão financeira, planos de negócios, entre outros. A Aban reformou seu imóvel no Dom Bosco, permitindo a criação de quatro espaços capazes de incubar os negócios: Cachorro Quente da Juju, Salão de Beleza, Fábrica de Sabão e Cozinha Experimental.

O objetivo, portanto, é dar àquelas que desejam iniciar um pequeno negócio no bairro e participaram das atividades propostas, um suporte inicial nos próximos seis meses, quando elas terão toda a estrutura necessária com um baixíssimo custo.

 Há cerca de um ano no Empregabilidade, Fernanda Flora trabalha na Fábrica de Reciclagem de óleo de cozinha usado, transformando a matéria-prima em produtos de higiene e limpeza. "Aprendi a fazer isso aqui no projeto e gostei muito. Espero conseguir muitos parceiros daqui pra frente, produzir e vender bem".

De acordo com Renato Lopes, presidente da Associação e pesquisador de temas relacionados à pobreza, existe um perfil de chefia feminina nas casas das famílias vulneráveis com as quais a Aban atua. "Devido ao novo modelo de família, quando um casal se separa, normalmente as mulheres são as que assumem a renda da casa. Então, gerar renda para  mulher tem um impacto muito maior no desenvolvimento da família como um todo do que gerar renda para o homem, pois o dinheiro que ele ganha, não necessariamente impacta os filhos, mas o da mulher, sim", afirma.