MENU 

Projeto Gruta de Belém


"A dignidade da pessoa não depende de ela ser cidadã, migrante ou refugiada. Salvar a vida de quem foge da guerra e da miséria é um ato de humanidade" (Papa Fracisco).

Vivemos uma época em que a questão do refugiado urge, com milhões de pessoas vivendo esta situação em todo o mundo. Em nossa América do Sul, a Venezuela encontra-se em situação cada vez mais calamitosa, com um caos econômico que tem levado muitos a padecerem por fome, violência e falta de assistência básica de saúde já há alguns anos. A média de perda de peso da população chega a 11kg por ano. Muitas famílias, num ato desesperado, largam tudo para atravessar fronteiras (muitas vezes fazendo parte do caminho a pé), mesmo sem saber o que vão encontrar em outros países. 


As que vêm para o Brasil encontram dificuldades para seguirem além de Roraima, visto a dificuldade de locomoção desse estado para o restante do país. Com isso, Roraima vive hoje um triste cenário de superlotação de imigrantes (estima-se que passam dos 50 mil, chegando cerca de 400 a 500 por dia); lá, eles não conseguem ser absorvidos pelo mercado de trabalho, agravando intensamente situações de miséria, fome, falta de moradia, prostituição, criminalidade, etc.

Desde 2017, a ABAN desenvolve, em Juiz de Fora (MG), o projeto “Gruta de Belém”, que visa acolher um pequeno grupo de venezuelanos e proporcionar-lhes condições básicas para que possam se estabelecer por conta própria na cidade. Cada venezuelano selecionado é mantido numa casa de acolhida (a “casa Benjamin”) por até três meses – período no qual recebe aulas de português, auxílio com regularização de documentos, assistência jurídica, encaminhamento para o mercado de trabalho e montagem de sua própria residência. 


Até hoje, todos os imigrantes acolhidos pela casa necessitaram de um prazo menor que o estipulado para conseguirem emprego e moradia próprios, demonstrando o sucesso do modelo e possibilitando a abertura constante de vagas para novas pessoas. Em um ano, mais de 50 imigrantes já haviam passado pela casa; muitos, após conseguirem se estabelecer por conta própria, trouxeram também as famílias, resultando em mais de 90 venezuelanos beneficiados pelo projeto residindo, hoje, em Juiz de Fora.

Porém, apesar de bem-sucedida, a Gruta de Belém tornou-se um projeto custoso para a ABAN. Sem que se tenha novas formas de captação de recursos, a casa corre o risco de não conseguir reabrir em 2019 para acolher novos venezuelanos. O custo mínimo mensal estimado  da casa é de R$2.500.


Gostaríamos imensamente, porém, de poder trabalhar com a casa sempre em sua lotação máxima de 15 pessoas, contando também com um funcionário responsável pela organização do local (incluindo compras e alimentação). Para isso, contamos com a sua ajuda. 

Contribuindo com um valor a partir de R$5,00, você estará nos ajudando a possibilitar uma nova vida a um venezuelano. Você terá também a possibilidade de escolher receber brindes exclusivos, confeccionados com carinho como uma pequena retribuição. Ao preencher seus dados, você terá também a opção de fazer uma contribuição mensal de qualquer valor, se desejar. Caso posteriormente deseje alterar esta contribuição, basta enviar um e-mail para abancampanhas@gmail.com.

Caso deseje realizar um depósito em conta:

Caixa Econômica Federal (104)
Agência 1641
Conta 62547-7
Operação 013

Associação Beneficente e Cultural Amigos do Noivo
CNPJ: 04.704.512/0001-90 

Contatos: (32) 98852-2440 (coordenação do projeto) / (32) 9-9180-9419 (campanhas).

 

Projeto "Gruta de Belém" na mídia:

Programa "Como Será" (Rede Globo) - "Venezuelanos Recebem aulas de português em Juiz de Fora"

MGTV (TV Integração/Rede Globo) – Refugiados venezuelanos buscam nova vida em Juiz de Fora

MGTV (TV Integração/Rede Globo) – “Mais da metade dos refugiados venezuelanos que foram para Juiz de Fora já estão empregados”

Tribuna de Minas: “Imigrantes Venezuelanos buscam oportunidades em JF”


Depoimentos de venezulenos atendidos pelo projeto:

Alberto J. F. Navarro tem 22 anos e foi um dos primeiros a ser acolhido pelo projeto. Segundo ele, a adaptação na cidade foi muito rápida e fácil. Isso porque ele já somava um ano em Boa Vista e, portanto, dominava o idioma. "Só tive que aprender a falar o português mineiro, né?", brinca. No colégio dos Jesuítas, trabalha como auxiliar de almoxarifado e compras e coleciona sonhos para sua vida daqui pra frente, entre eles, estudar, trazer sua família para perto e trabalhar em projetos sociais da Aban. "Esta é a melhor cidade que já conheci no Brasil, me vejo velhinho aqui com minha própria família", conta. 

 

Sérgio Maurício Gonçalves Franco é um português de 23 anos que também foi atingido pela crise que se alastrou pela Venezuela e veio morar no Brasil. Atualmente, é voluntário da ABAN. "Meus objetivos de vida são atingir a estabilidade financeira, progredir nos meus estudos em Administração e Gestão Empresarial, prosseguir minha formação no bem e dedicar todo meu tempo para isto. O bem começa nas pequenas coisas do dia a dia. Comigo fizeram muito até chegar aqui, quero retribuir, quero fazer mais, quero ser mais. Hoje sou maior do que era antes, hoje estou melhor do que era ontem", se emociona.

 

Com 20 anos, José Gregorio Uricare Navarro acaba de completar um ano em Juiz de Fora, somando pouco mais de dois anos no Brasil. Ele confessa que sentiu bastante dificuldade no começo, mas que logo se adaptou. Hoje trabalha na praça de alimentação do Carrefour e o que mais quer é poder estudar e trazer sua família para a cidade.

 

Não foi preciso mais que cinco meses para que Idania Gonzalez, de 35 anos, se encantasse com a hospitalidade dos mineiros. "Gostei da gente, que é muito amável, educada e do clima frio", conta. Atualmente, trabalha como Analista de Sistemas em uma empresa de informática e só pensa em uma coisa: "Dar à minha filha Larissa a melhor qualidade de vida possível, com estudos, academia, cursos e, obviamente, o amor que é o mais importante".